terça-feira, 12 de maio de 2009

Vivendo o inaceitável

Siddharta tomou a palavra:
- Amigos meus, meus alunos, visitantes e vós também, amigos enteais, que vos acha reunidos conosco, eu vos saúdo!
Eis aqui a primeira palestra que vos dirijo sobre a doutrina do Eterno. Escutai bem e dai-lhe guarida em vossos corações. Espero proferir ainda muitas outras, mas de suma importância é esta primeira, de hoje.
Quando vos falava sobre a vida, dizia eu que é uma sucessão de sofrimentos, embora não pareça assim aos discípulos que se encontram entre vós. Ora, tais sofrimentos somos nós mesmos que os atraímos contra nós, principalmente através dos nossos desejos errados. Precisamos, portanto, destruir, afastar esses maus desejos, e o sofrimento não terá mais força de nos ferir profundamente como fere.
Agora, uma novidade, que tenho ainda para vos dizer, escutai!
Se for nosso propósito expulsar os maus desejos, temos que nos transformar. Como, então, haveremos de fazer isso, principalmente nós, os mais idosos, que já vivemos a maior parte de nossa vida?
Longamente andei meditando sobre isso, e de cima recebi o desejado auxílio. Achei o caminho da completa transformação do homem. Consiste em oitos tópicos, sendo que cada um deve ser primeiramente vivido, antes de podermos entrar no item seguinte. Não podemos, também, saltar nenhum deles, porque um decorre do outro.
Se quiserdes, mesmo, palmilhar comigo esse caminho, então entrai primeiramente, no setor em cujo portal se encontra as seguintes palavras:

FÉ VERDADEIRA.
Tendes de proferir com as mesmas entoações ambas as palavras. Porque tudo depende da fé, e que seja verdadeira. Sem fé, estareis desarvorados. Tão só da fé é que nasce o saber. Mas preciso é, também, que a fé seja a fé verdadeira: tendes de vos firmar, inabalavelmente, na convicção de que o Eterno é o Senhor dos Mundos.
Todos os demais, como Schakra, Wíschnu, Schiwa e Lokapales são seus servos, que somente vos podem prestar auxílio, se com eles estiverdes servindo ao Eterno. Maro é o Maligno: fugi dele!
Se acreditardes nisso de maneira firme, de toda a vossa alma, atingireis o segundo degrau, acima do qual está escrito:







RESOLUÇÃO.
A fé no Senhor dos Mundos deve ser tal que tomeis a resolução firme de servir unicamente a Ele, de considerar que individualmente sois insignificantes e de abrir mão de todo erro vivido até agora.
Tendes de começar uma nova vida, o que a maioria de vós outros já conseguiu fazer. Abaixo com os velhos erros! Abaixo com tudo o que ameaça acorrentar-vos ao passado! E alcançareis assim, quase que imperceptivelmente, o degrau seguinte, que se chama:


A PALAVRA.
O Eterno repele os servos tagarelas. Deveis ser parcos de palavras, e, mesmo a palavra que ides proferir, deve ser bem examinada se é ou não de verdadeiro conteúdo. Aqui se impõe o preceito: Não mentireis! Meditai sobre isso. Fácil coisa é pecar por palavras, coisa impossível consertar a integridade partida. Das palavras, porém, nasce a

AÇÃO
Eis o passo seguinte é indiferente, se as vossas palavras vos levam diretamente ou conduzem outros para agir. Se forem boas palavras, hão de gerar boas ações; se não tomais conta de vossas palavras, surgem às más ações, vos prejudicam a vós e a outro; tomai cuidado! Assim, empregai todas as vossas forças no sentido de não deixar passar um dia sequer sem que tenhais feito pelo menos uma boa ação. Exercei domínio, disciplinando-vos a vós mesmos! Exercitai-vos em realizar tarefas que vos pareçam difíceis. Se o fizerdes, com muito mais facilidade vos tornareis senhores deste grau de realização.
E agora, tendo de anunciar o item seguinte, muitos de vós hão de esboçar um sorriso. Chama-se ele:


VIVER.
Sim, haveis de dizer, é coisa tão natural, pois todos nós vivemos. Se era para tocar neste assunto, devia, então, ter sido mencionado em primeiro lugar. Não, meus amigos, vós ainda não viveis! Viver é atender como os animais ou plantas somente às necessidades naturais. Viver é mover-se movimentar-se mostrar que estamos vivos. Viver é aproveitar ao máximo todos os momentos, seja no trabalho, seja na meditação. Esse modo de viver, sim, é que nos tira da rotina e nos prepara para um verdadeiro viver no Além, quando chagar a hora oportuna, a nossa hora de partir daqui. Eis por que o degrau seguinte é denominado:


ESFORÇAR-SE.
Sim, esforçai-vos em viver de tal maneira que possais encontrar de novo o ponto de partida. Viemos do Além e para o Além é que devemos voltar as nossas vistas. Sabeis perfeitamente que isso não se conquista através de uma única existência. Temos que nascer inúmeras vezes neste mundo.
Uma coisa, porém, quero esclarecer-vos: voltaremos, sim, outras vezes, mas como pessoas, jamais como animal ou plantas. Eles pertencem à outra espécie. Uma e outra jamais podem ser amalgamadas. Os brâmanes ensinam que os coléricos renascem tigres e os tímidos como ratinhos. Pergunto-vos: que adianta isso? Farão, com isso, algum progresso? Absolutamente: não!
Voltaremos, sim, mas como pessoas, como seres humanos. E voltaremos tantas vezes quantas forem necessárias para alcançarmos a dignidade de nossa origem, e isso acontece de modo que nós, em cada existência terrena, nos esforcemos, elevando-nos sempre mais e mais. A isso é que chamamos Esforçar-se.
No momento em que tivermos atingidos aquele grau do viver que torna a nossa vida um esforçar-se continuo na direção certa, a nossa existência se converte em

GRATIDÃO
Para com Aquele que nos deu essa possibilidade. Sim, uma profunda sensação de reconhecimento domina o nosso ser, ao passo que nos torna felizes e contentes. Quem é grato não tem tempo para lamuriar-se, e todo aquele que é grato o quanto deve ser, converterá em ação esse reconhecimento. Terá prazer em ajudar os outros, assim como foi ajudado.
Assim chegamos ao último degrau que só se oferece àqueles que conseguiram fielmente, passo a passo, transpor os anteriores.
Chama-se


INTROSPECÇÃO.
Quando tiverdes atingido esse ponto, ser-vos-á dada a faculdade de mergulhardes dentro de vós mesmos e de ali ouvirdes a voz interior. Grandes coisas vos serão ai reveladas. Não o que porventura imaginais, senão aquilo que o Eterno irá anunciar-vos. E é no silêncio que envia os Seus mensageiros para falar conosco. Assim, todo aquele que já atingiu esse ponto de mergulhar em si mesmo, seja em meditação, seja em oração, ouvirá vozes e saberá que mesmo aqui, neste mundo, já está em conexão com o Além.
Chegando a esse ponto já se tornou um novo homem: conseguindo superar todos os desejos e sofrimentos.
Uma coisa resta, ainda, para dizer-vos. Logo de começo, chamei a vossa atenção para o fato de que teríeis de percorrer passo a passo cada um dos itens de aperfeiçoamento. Bem claro ficou que não poderíeis saltar de um grau para outro, sem primeiro ter realmente cumprido o grau anterior. Com isso não quero dizer que o grau anterior fique, para sempre, excluído. Não deveis deduzir isso de minhas palavras.
Pelo contrário: o que adquiristes no grau anterior deve ficar ligado à vossa individualidade, tão adstrito ao vosso eu, que nos graus subseqüentes como a mais inalienável das conquistas!
Profundamente emocionados todos ouviram as palavras do mestre, não havendo entre os assistentes um sequer que deixasse de entendê-las e que não saísse dali no firme propósito de palmilhar o caminho das oito etapas.
BUDDHA - Coleção “O Mundo do Graal”





BUDA
(Sidarta Gautama)

A data no nascimento do Buda é controvertida. A cronologia hindu afirma que o nascimento ocorreu em uma terça-feira do mês de maio do ano 2478 da Kali Yuga – o que corresponde ao ano de 623 a.C. O acontecimento é festejado em todo o mundo budista na noite da lua cheia de maio. No local do nascimento, ocorrido no jardim de Lumbini, foi erigido pelo grande propagador do Budismo, o rei Asoka, um pilar comemorativo que até hoje ainda se encontra firme e cercado pelas ruínas da outrora florescente Kapilavastu.

Nasceu em Kapilavastu, capital de um reino próximo ao Nepal; era filho de Suddhodana, um rajá, ou príncipe que pertencia ao clã dos guerreiros Sakyas.

Logo após o nascimento, o rajá Suddhodana mandou chamar os brâmanes para examinar a criança. Entre eles vinha um ancião chamado Asita. O papel desempenhado por ele é similar ao de Simeão em relação ao Cristo: é o profeta que indica o caráter marcante que teria a vida do recém-nascido. Conta-se que Asita, antes do nascimento de Buda, observava em seus momentos de contemplação, que o reino dos Devas estava em festas. Informaram-no, então, os Devas que a alegria e a música celestial eram devidas ao próximo nascimento do Bodhisattva, do Ser que alcançara o limiar da libertação e iria nascer pela última vez, e que o nascimento ocorreria no reino dos Sakyas. Quando Asita Vê o recém-nascido, brilhante como ouro fundido, inconfundível na sua glória e dotado de beleza incomparável, prosterna-se e chora. À vista dessas lágrimas todos os Sakyas inquietam-se. Para acalmá-los, o ermitão explica:

- “Não tenham receio. Este príncipe atingirá o mais alto grau da iluminação perfeita, e fará girar a Roda da Lei. Dotado de uma visão puríssima, cheia de compaixão e interesse pelo bem-estar de todos, terá uma vida santa. Mas, infelizmente, estou velho, meu fim se aproxima, e a morte me impedirá de ouvir a Lei que ele vai pregar, e esta é a razão por que estou triste e profundamente infeliz.

Sua mãe, Maya, morreu sete dias após o nascimento dele. Foi criado por uma tia (irmã de sua mãe).

Ele seria chamado de Sarvarthasiddha Gautama — "aquele da família Gautama que realiza todas as suas metas" —, logo simplificado para Siddhartha Gautama — "aquele da família Gautama que realiza suas metas". Siddhārtha é uma junção do sânscrito Siddhi (realização, completude, sucesso, liquidação de um débito) e Artha (alvo, propósito, meta). Pode ser traduzido como "Aquele cujos objetivos são alcançados”.





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CABALA JUDAICA
Revelações Feitas à Grande Assembléia


Por todo o pais, em volta do Mar da Galiléia, o mestre, Shimon ben Yochai, passeava com seus alunos. Algumas vezes eram doze outras talvez dez, esses fiéis discípulos aquém o mestre ensinava a Torá e explicava a Palavra de Deus como a haviam revelado os profetas e os mestres de Israel: a Lei Escrita conservada para toda a posteridade no livro imperecível, a Bíblia.
E ele disse a seus discípulos: “Infeliz é o homem que vê na interpretação da Lei a recitação de uma simples narrativa, contada em palavras de uso comum. Se fosse só isso, não teríamos dificuldade alguma em compor hoje uma Torá melhor e mais atraente. Mas as palavras que lemos são apenas a túnica exterior. Cada uma delas contém um significado mais alto do que o que nos é aparente. Cada uma contém um mistério sublime que devemos tentar penetrar com persistência. Os que tomam o traje exterior pela coisa que ele cobre, não encontrarão muita felicidade nele – exatamente como os que julgam o homem apenas por sua vestimenta exterior estão fadados à desilusão, pois são o corpo e o espírito que fazem o homem. Sob a vestimenta da Tora, que são as palavras, e sob o corpo da Tora, que são os Mandamentos, encontra-se a alma, que é o mistério oculto. É o mistério oculto que faz a Lei dada por Deus superior a todas as leis feitas pelo homem, ainda que essas últimas possam aparecer mais grandiosas e parecer mais lógica. Há uma alma dentro de uma alma, que respira com a Lei.”
Apesar disso, o mestre hesitava em revelar-lhes o que suas almas anelavam saber, e que sua alma anelava revelar; mas um dia, na Hora da Misericórdia, o mestre foi ao campo com seus alunos. Era o momento de o sol se pôr, mas o céu estava cheio de sinais e maravilhas. O sol se tornou mais brilhante, e permaneceu sem se pôr. A lua apareceu com toda sua majestade, e as estrelas, em todo seu brilho. Os alunos olharam interrogativamente o mestre, e um deles disse: “Mestre, não parece que tenha chegado o tempo – do qual tão freqüentemente nos tens falado - de revelar-nos os mistérios que jazem ocultos na Lei? Quanto tempo devemos gastar com buscas vãs e ocupando-nos com uma Lei que repousa num pilar? Queremos começar a trabalhar para o Senhor, pois o tempo urge e os trabalhadores são poucos. E ainda esses mesmos poucos devem permanecer na margem da vinha, pois estão incertos quanto ao caminho a seguir. Por isso, nós te rogamos, mestre, que nos armes com a sabedoria, com a inteligência e com o conhecimento. Revela-nos essas verdades que os santos do Mundo Superior ouvem com alegria e tentam compreender.”
O mestre ainda hesitava, e exclamou: “Ai de mim se vos revelo os mistérios, e ai de mim se não os vos revelo!” Nisto os “discípulos se assustaram, mas rabi Abba disse:” O mestre não deve temer revelar-nos os mistérios, pois está escrito: ‘O Senhor revela sua lei aos que o temem!’ “E nós somos dos que temem o Senhor.” E como olhassem assediando-o, ele chamou cada um por seu nome, e estavam presentes: Eleazar, o filho do mestre, e Abba; Yehuda e José, o filho de Jacob; Isaac e Hizquiya, o filho de Rab; Hiya; Yosse e Jessé. Eles estenderam as mãos ao mestre, com as palmas viradas para cima e os dedos apontados para o céu. E assim unidos, como em uma comunhão santa, seguiram-nos a um campo, perto do qual corria um regato gorgolejante, e se sentaram debaixo de uma árvore com grandes ramos estendidos.
Mas o mestre permaneceu em pé por algum tempo, suas mãos levantadas em oração. Então se sentou em meio a seus discípulos, e disse: “Que cada um estenda sua mão para mim.” Eles estenderam as mãos em sua direção, e ele tocou em seqüência cada uma delas. Então colocou seu filho, Eleazar, em frente a ele, e Hiya no lado oposto. E, enquanto esperavam assim, sua cabeça mergulhou lentamente no peito e ele murmurou: “Nós somos a síntese de todas as coisas.” Os outros temeram perturbá-lo. E, estando sentados em silêncio, ouviram um grande tropel, como se as hostes celestiais se precipitassem para ouvir as palavras de Shimon ben Yochai. Uma chama passou sobre a terra, e os alunos começaram a tremer.
Então o mestre levantou a cabeça e disse: “O traidor revela segredos, mas aquele que tem um coração fiel guarda bem a palavra que lhe foi confiada. É um traidor o que não tem fé; e o que não tem fé não tem a serenidade de espírito necessária para apreender o significado dos mistérios. Aquele que não tem espírito sereno acha que os mistérios ficam girando em sua cabeça, como um castor gira na água. Lança fora tudo que venha a perturbar seu espírito. Que a ligeireza de nossa língua não nos faça pecar, pois a sorte do mundo depende dos mistérios secretos. E devemos, especialmente, guardar-nos de sair do caminho da verdade, nem por um tênue fio de cabelo.” ZOHAR”


O outro lado da cortina
Todos escutavam atentamente, e o mestre disse: “Eis que vejo todas as luzes brilhando do outro lado da cortina. O Santíssimo estendeu uma cortina sobre quatro pilares, para as quatro direções do mundo. Um desses pilares vai desde o Mundo Inferior ao Superior. Um chefe o guarda e tem as chaves que abrirão a cortina. Entre os pilares vejo dezoito pedestais iluminados pela Luz Suprema. Escutai-me, pois estais destinados a brilhar como lâmpadas no mundo e a iluminar os caminhos da compreensão. Percebi agora coisas que ainda não foram vistas pelo olho do homem desde que Moisés subiu pela segunda vez ao Monte Sinai. Meus olhos estão preenchidos pela visão do Ancião numa vasta iluminação. Sei, também, que meu rosto está brilhando, enquanto Moisés não sabia que seu rosto brilhava quando ele falava com o Senhor. Entretanto, Moisés era maior do que os profetas! Pois quando Deus falou a Moisés com uma voz alta, ele não tremeu; mas outros profetas tremeram, ainda que a Palavra Divina lhes fosse revelada em um murmúrio e em visões!”
Então ele abriu os olhos e, vendo seus alunos, disse: “Que o espírito do Senhor permaneça sobre vós: o espírito da sabedoria e da compreensão, o espírito da força e da determinação, o espírito da ciência e o espírito do temor ao Senhor! E que o espírito que vem do Cérebro Misterioso do Ancião desça e desperte os seis espíritos que correspondem aos seis degraus do trono do rei Salomão. E que se apresse o dia em que está destinado a vir o messias, e venha e sente sobre o Sétimo Assento, formado pelo Ancião Ele mesmo. Pois, na época da vinda do Messias, nenhum homem terá que pedir a outro que lhe ensine a sabedoria.
“Eis que vejo todos os mundos esperando impacientes pelas palavras que saem de nossos lábios, pois todas as palavras que se falem nesta Assembléia são santas. E o ar que sai de nossos lábios forma cortinas através das quais a Luz Suprema se torna visível.
Com sua compreensão ordinária, o homem não pode compreender a revelação dos mistérios. Tudo que vos revelarei só pode ser revelado aos mestres, que sabem como guardar o equilíbrio porque foram iniciados.
A alma vivente que Deus soprou dentro de nós é o selo estampando no homem, que lhe permite elevar-se aos mistérios mais altos, ao próprio coração de tudo que está oculto. E sabei que as almas de todos os que vivem assim em cima como embaixo, dependem da alma que alcançou o estado mais alto. Aquele que eleva sua alma a Deus é capaz de alcançar a fonte mais alta. Todas as almas não formam senão uma unidade com a Alma Divina. Aquele que perde sua alma destruiu a Harmonia Divina.
“Sabei que todos os mundos superiores e inferiores estão compreendidos na Imagem de Deus. Tudo foi e tudo será. Nunca mudou e nunca mudará. É o centro de toda perfeição. Encerra todas as imagens de cada coisa de que estamos conscientes com todos os nossos sentidos e em todas as formas. Mas nós só a vemos como uma reprodução, pois ninguém a viu e ninguém pode vê-la em sua verdadeira forma. Tudo que sabemos é que o homem traz a maior semelhança com o original. E sabei que essas coisas só são reveladas aos que cultivam o campo.” “ O Zohar”

- O Zohar -
- O ZOHAR, fonte básica da Cabalá, foi escrito por Rabi Shimon ben Yochai durante os treze anos que passou numa caverna em pe’quin escondido dos romanos. Foi descoberto posteriormente pelo Rabino Moses de Leon, na Espanha, e mais tarde revelado pelos cabalistas de Safed, através do sistema luriânico da Cabala.
- O Zohar promete que, com a entrada da Era de Aquários, o cosmo se tornará imediatamente acessível ao entendimento humano. Afirma que na época do Messias “não haverá necessidade de se pedir ao próximo, ensina-me a sabedoria” “Ninguém ensinará mais a seu próximo, nem a seu irmão dizendo, conhece o Senhor. Porque todos Me conhecerão, desde o mais jovem até o mais velho.” (Jeremias 31: 34)
- Podemos e devemos retomar o controle de nossas vidas e de nosso meio ambiente. Para alcançar este objetivo, o Zohar nos proporciona uma oportunidade para transcender o peso esmagador da negatividade universal. A escuridão não pode prevalecer na presença da Luz. Um quarto escuro se ilumina quando se acende uma vela. Ao compartilharmos deste momento, estamos começando a presenciar uma revolução na iluminação dos povos, sendo que alguns de nós já estão de fato participando. As nuvens negras da guerra e dos conflitos estarão presentes somente enquanto a Luz Eterna permanecer encoberta. O Zohar agora se torna uma solução final, para infundir no cosmo a Luz revelada da Força. O Zohar não é um livro sobre religião. Antes trata da relação entre as forças invisíveis do cosmos, a força, e seu impacto sobre o Homem.
“- Zohar, ou Livro do Esplendor.” pretende ser o evangelho de Shimon ben Yochai, espécie de Cristo hebreu, milagroso também, do século II, de quem Leon viria a ser um São Paulo. Mas, a nós que o vemos com olhos isentos de lendas e de presságios, o Zohar se apresenta como o livro da íntima religião – mística, é claro! – do tríplice monoteísta hispânico, ibérico, e da simples e sucinta confissão religiosa comum a judeus, cristãos e muçulmanos da península, acima – ou melhor dizendo, abaixo – das elucubrações eclesiásticas e escolásticas, teológicas, canônica e litúrgicas de uns e outros. Não é um livro saduzaico , mas farisaico, como os de Saulo, o fariseu helenizado que ensinava que se só nesta vida esperamos Cristo, o Messias, somos os mais miseráveis dos homens, e que polemizou contra a Lei, do mesmo modo que Shimon ben Yochai, quando diz aqui que os que estudarem o Zohar não dependerão da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, nem estarão sujeitos às leis do “deves fazer” ou “não deves fazer”. A confissão de fé do Zohar se reduz a confessar a Deus, um Deus um tanto panteísta – “todas as almas formam uma unidade com a Alma Divina” -, e a imortalidade da alma humana em uma vida de além-túmulo, com Inferno e Paraíso. E ainda as fantásticas lendas de anjos de todos os graus, ofícios e misteres.



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BIBLIA SAGRADA
O AMOR FRATERNAL

Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e Matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas. Meus irmãos não se admirem se o mundo os odeia. Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo.
Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade. Assim saberemos que somos da verdade; e tranqüilizaremos o nosso coração diante dele quando o nosso coração nos condenar. Porque Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas.
Amados, se o nosso coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada. E este é o seu mandamento: Que creiamos no nome de seu filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou. Os que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem, e ele neles. Do seguinte modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu. “1 João 3: 11 ao 24.”


O AMOR DE DEUS

Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós.
Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito. E vimos e testemunhamos que o pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo. Se alguém confessa publicamente que Jesus é o filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor.
Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele. No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.
Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão. “1 João 4: 7 ao 21.”

- Escrito por volta do ano 95 d/c, após ser exilado para patmos, onde escreve o apocalipse. E após O Evangelho de João, depois sua primeira epistola (a terceira e talvez a segunda seja anteriores).
O assunto principal da Primeira Carta de João é o amor: o amor de Deus para conosco e o amor que devemos ter uns para com os outros. “Deus é amor. Quem vive unido com Deus, e Deus vive unido com ele” (4.16). Deus também é luz, nós devemos sempre viver na luz e assim estaremos unidos uns com os outros (1.7; 2.9-11).
O Homem que ouve as censuras do se coração, de sua consciência, sabe que Deus tudo conhece e que ele é amor, que ele é, pois, mais perspicaz e mais indulgente do que a nossa consciência. Mas está pressuposta a prática do amor e dos mandamentos. Outra tradução: “e diante dele nós convenceremos o nosso coração, se ele chegasse a nos condenar, de que Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas”. (3.21).

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