terça-feira, 12 de maio de 2009

CINCO NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA

Consideremos o ovo da borboleta: Um organismo minúsculo, sem consciência de sua existência ou ciência do mundo exterior, vivendo em um estado de tranqüilidade, desenvolvendo-se silenciosamente e crescendo para o tempo em que atingir a animação. É o centro de seu próprio universo, completamente em paz e totalmente dentro de si mesmo, gozando a perfeição de seu ser, participando com prazer da corrente interior, em contato constante com a força espontânea da vida.
Lentamente tem lugar uma mudança, uma maturação. O ovo começa a expandir-se para além de seu estado de beatitude e lentamente se torna uma larva. A larva começa a rastejar, a experimentar a vida. Seus instintos desenvolvem-se em um padrão mais sofisticado quando ela toma consciência de tudo que a rodeia, e necessita de alimentação e de abrigo. Como continua a crescer e a mudar para uma forma mais evoluída de vida, deve alimentar-se para sua sobrevivência e deixar para trás seus restos ou resíduos biológicos - um dos poucos sinais de sua passagem. Não sendo conhecedora de qualquer futuro para si mesma, aceita seu estado presente como o zênite da vida.
O tempo passa, e quando o verme completa seu ciclo de desenvolvimento, instintivamente se entrelaça a si mesmo dentro de um casulo e afastando-se do desgaste natural do mundo exterior, começa a passar por uma metamorfose. Pode-se dizer que se senta em meditação, harmonizando uma vez mais com uma parte mais profunda de sua natureza, que pode ser alcançada no silêncio de sua mudança interior. Agora sente passivamente que encontrou a “realidade final”. Mas pela primeira vez também sabe que existe alguma coisa mais adiante; tem um sentido da vida universal de que é uma parte e anseia entrar em contato com a energia do universo e nela ser absorvida. Seus dois níveis passados de existência parecem ser como a representação da verdade final. O estado de metamorfose termina quando a larva emerge de seu casulo transformada em uma linda borboleta, um ser fisicamente perfeito e produtivo. Incapaz de comer alimento sólido, não julga mais necessário destruir qualquer coisa para manter sua existência. Vive do néctar das flores e espalha seu pólen, distribuindo assim vida em retribuição de seu próprio alimento. Imagine que agora atingiu seu mais alto nível físico e que os três primeiros eram necessários e importantes aspectos de seu crescimento. Sabe também que para continuar seu ciclo de vida deve reproduzir-se. Ela passa a semente e entrega sua vida. A borboleta então atinge seu estágio final de sua existência, que essência e a fonte subjacente de todos os estados anteriores. Ela atingiu o Eu - Divino.
O homem que depende nove meses no ventre materno, que começa a engatinhar pelo mundo e a experimentar seu ambiente aprendendo, educando-se e talvez inspirando-se – é como a borboleta. Em seu estágio pré-natal é semelhante ao ovo: beatificamente circundado, completamente esquecido de qualquer outra coisa, querido, nutrido e protegido, em completa harmonia com seu universo inteiro, uma só coisa com sua mãe, uma só coisa com o ambiente. Biologicamente, as energias do feto estão sob o controle completo da mãe. O ser humano nascente toma a alimentação de que necessita, mesmo às custas dos ossos maternos. A sua única função é a sobrevivência e o crescimento de seu organismo. Este primeiro estágio de ser, da borboleta e do homem, é conhecido como o estado U.
Quando nasce, o ser humano continua no estado U, examinando no início penosamente a diferença entre si mesmo e seu ambiente. Suas funções são ainda basicamente as de preenchimentos de suas necessidades homeostáticas – alimentação, sono, e eliminação de resíduos. Finalmente se torna cônscio de seu ambiente e do fato de que interage com este ambiente.
Quando responde às condições e padrões em torno de si e começa a desenvolver uma memória e o conhecimento da experiência, ele entra no estado de O. Durante o estado O tem lugar seu desenvolvimento intelectual. Ele ganha e armazena conhecimento, vai à escola, desenvolve seu intelecto. O desenvolvimento da mente e a existência material na terra, o funcionamento em sociedade, e toda a programação de seu “computador mental” são parte deste estágio O.
Com o passar do tempo, a maioria das crianças eventualmente percebe alguma coisa que transcende a sua existência física, um pouco mais alto, um sentido maior de Deus do que lhes fala a religião. Se este sentido é alimentado e cresce, a criança entra no estado chamado A. O estado A foi denominado “uma vasta planície aberta... sem horizonte” porque é o primeiro ponto de abertura da consciência espiritual, o início da concepção do eu mais alto. É o plano de inspiração e da imaginação, da emocionalidade e da criação da arte e da música; resume-se no avanço, na pesquisa, na escavação, no progresso.
No estado A a pessoa sente a presença de um ser divino dentro e para além de si mesmo. Pode ter consciência de seus dois níveis de vida anteriores e ver claramente sua própria necessidade de evolução. Esta compreensão é o primeiro passo para a iluminação.
Se amadurecer mais ainda, o indivíduo entra no estado E. Este é o nível da visão pura, da compreensão objetiva dos mecanismos da vida e da necessidade de uma verdadeira harmonia e ordem. É o estado de ser que permite a pessoa levar uma vida completamente sã e saudável, para além da competição, da filosofia e da religião. A pessoa do nível E encontrou o seu centro interior e sabe que sua fonte está neste centro. Ele é Amor Divino que se manifesta a si mesmo através de um ser humano e é um membro positivo e produtivo da raça humana, que está realizando sua própria alma. Este é o nível da santidade.
E se torna I, o preenchimento da capacidade humana. I é à força da vida criadora do universo incorporada no homem. É o espírito do Cristo e de Buda, a fonte dos quatro rios no Jardim do Éden.
O versículo do Gênesis 2:10 – “E do Éden saía um rio que regava o jardim; e daí ele se dividia e se tornava quatro cabeças” – simboliza os quatro estados (U,O,A,E) e a fonte espiritual, I. É a parte de todos que faz de cada um nós o filho de Deus.
As letras U, O, A, E e I significam sons ou vibrações que caracterizam cada um destes cinco níveis. Aqui representados como letras, eles são as vibrações puras que compuseram parte da linguagem da primeira Civilização.
A população do mundo está dividida entre os quatro primeiros estados. A grande maioria dos homens encontra-se no estado de U, vivendo somente para o mundo do comércio. A sua única meta verdadeira é a sobrevivência; pouca coisa, além disso, pode ter algum significado.
Os intelectuais compreendem o mundo de O, o nível da informação programada. O é o passo do estudo de rotina, do aprendizado para citar palavras de outras pessoas, da capacidade mecânica de repetir o conhecimento programado.
Quando se cresce para além do mundo da educação estabelecida e se começa a ampliá-la com auto-educação, abre-se o estado A, e como uma bela flor, começa a arder à inspiração da divindade. Mais e mais pessoas estão hoje em dia atingindo este estado, e são jovens cada vez mais jovens. O estado de A olha para frente, o estado de O olha para trás, e o estado de U fica no meio, juntado o dinheiro.
Mas cada época tem-nos dado uma pessoa do nível E. Entre os poucos seres humanos que atingiram o nível E estão Jesus Cristo, Gautama, Buda, Moisés e Maomé. Eles mudaram a verdadeira estrutura de suas épocas; milhares de anos depois de sua presença nesta terra, milhões de pessoas ainda se agarram a suas palavras, mas suas palavras não nos ajudam mais. Elas passaram, e nós vivemos em um mundo vitimado por sua própria inconsciência. Tal foi a natureza da segunda Civilização.
Haverá 144.000 seres humanos do nível I, vivendo em um nível mais alto do que forma de vida que se viveu sobre a terra desde que começou a segunda era. Estes novos líderes mundiais conduzirão a civilização mais altamente evoluída na história. Alguns serão envolvidos na ciência, alguns na educação. Outros mudarão a face da medicina, das artes e da indústria quando a era se voltar lentamente para a iluminação. Será uma bela época e um belo futuro.
Neste tempo as pessoas serão doutores porque são curadores, e outras serão advogados porque têm um sentido profundo da justiça. Os lideres da indústria se entusiasmarão e serão honestos e dedicados a seu desenvolvimento. A educação de nossas crianças será feita por guias de seu esclarecimento, e não por programadores.
As exigências interiores de cada espírito da pessoa que evolui serão dispostas a orientar seus empreendimentos neste mundo. Tal é a verdadeira ordem da sociedade. Os desejos dos parentes, as pressões sociais, a ganância e os falsos valores – nenhuma destas coisas pode ter qualquer lugar no desenvolvimento do indivíduo para seu verdadeiro eu. Quando tiver passado a era da motivação dos jovens para entrar em seus campos de trabalho pelo dinheiro e pela “segurança”, a nova era permitirá que o espírito interior se expresse a si mesmo e cada alma procure seu próprio nível.
Tudo o que agora desejamos verdadeiramente para nós mesmos, do fundo de nosso ser, neste novo mundo o conseguiremos. A consciência de cada indivíduo na raça humana é responsável pelo que lhe acontece, exatamente como a consciência do homem criou a Segunda Civilização. Aquilo que desejamos realmente fazer será real.
“Façamos o homem à nossa imagem e nossa semelhança”, escreve a Bíblia (Gênesis 1:26). Significa isto que somos fisicamente estruturados como Jehovah? Significa isto também que realmente nós nos criamos a nós mesmos de acordo com nossa própria imagem? O Deus que criou o universo inteiro está dentro de você e de mim e se manifesta a si mesmo em todo o tempo como você e eu. Ele existe como nós e através de nós e mesmo por causa de nós. Existe uma semente dentro de cada um de nós que combina com o restante e que cria nossa divindade combinada. Até agora temos representado a resistência a esta divindade. Enquanto levarmos milhares de anos construindo um império, a semente foi simplesmente mantida viva, tendo ficado adormecida pela estrutura da Segunda Civilização. Uma vez que for liberada a resistência, a energia de nossos eus mais íntimos correrá livre e se manifestará completamente.
Muitos homens iluminados souberam disto, porém não foram capazes de aceitar o fato como realidade. Lentamente as formas em evolução de pesquisas humanísticas e espiritual do mundo superior estão-se aproximando do momento em que patentearão este segredo para milhões e milhões de pessoas, e deste momento em diante o segredo será manifesto para sempre. “O Jardim do éden à era de aguarius” O livro da cura natural. (Greg Brodsky)

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