terça-feira, 12 de maio de 2009

o livro dos pensamentos

Buda foi ao inferno. E os demônios ao Nirvana
Por Monja Coen
Dizem que certa feita um Buda foi parar no inferno e que os diabos fizeram de tudo para atentá-lo. Queriam vê-lo infeliz e sofrendo. Não conseguindo foram perguntar a ele: "Como você consegue ficar bem no inferno?". Buda respondeu apenas: "Ah! Aqui é o inferno?" E esses diabinhos ficaram com ele. Mais tarde um chefe diabo veio ver o que estava acontecendo e encontrou todos os diabinhos silenciosamente sentados em meditação, junto ao Buda. Ele conseguira transformar o inferno na Terra Pura. Buda não tentou destruir os demônios, não tentou acabar com o inferno. Apenas manteve a mente quieta e tranqüila. Nirvana é percebermos a transitoriedade de tudo que existe e sermos capazes de tranqüilamente agirmos para transformar as coisas de maneira que o bem seja comum a todos os seres.
Na tradição Soto Zen existem seis mundos ou planos espirituais. São eles: o mundo dos infernos, dos animais, dos espíritos revoltados e briguentos, dos espíritos insaciáveis, dos seres humanos e dos seres celestiais. Esses mundos formam uma roda que gira sem parar. Algumas pessoas pensam que isso se refere a diferentes encarnações, vidas sucessivas, mas no Budismo sabemos que em um mesmo dia, talvez até mesmo apenas em uma hora, podemos passar pelos seis mundos.
Eles seriam a Roda de Samsara, o transmigrar incessante de um mundo a outro. Ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, ora brigando e reclamando, ora insatisfeita, ora seguindo apenas os instintos animais, ora como humanos entre o ir e vir do saber e não saber.
Mestre Dogen (1200-1253) fundador da tradição Soto Zen no Japão, escreveu que Samsara é Nirvana. Muitos pensam que para entrar no estado de Nirvana, de paz e tranqüilidade sábias, de harmonioso extinguir das paixões e apegos é preciso morrer ou afastar-se do mundo, da família, do trabalho, de suas atividades e relacionamentos, ir morar nas cavernas nos montes remotos.
Mestre Dogen, entretanto, nos diz que a própria roda de samsara é o Nirvana. Se percebermos esse constante transmigrar, não estaremos apenas sofrendo ou regozijando, mas aprendendo, compreendendo, transcendendo, transformando e crescendo. Nirvana não está separado de nossa vida, de nossos relacionamentos, de nosso trabalho, do trânsito, dos problemas e dificuldades. Nirvana é um estado de espírito. É perceber tudo isso e conseguir não entrar em nenhum dos seis mundos. É ficar acima de tudo.

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DIVINDADES
A doutrina de Umbanda, por ser universalista, não veta ou despreza nenhuma divindade cultuada em outras religiões. O conhecimento mais profundo das hierarquias divinas revela que uma divindade ou um espírito Ascenso, ou que se divinizou, tem caráter universal e atende, dentro dos limites da Lei Maior, a todos os que o invocarem solicitando auxilio ou sua interseção junto a Deus.
A própria transposição dos Orixás da natureza para o interior das nascentes tendas de Umbanda processou-se por meios dos santos católicos, e até do divino Jesus Cristo, que ocultava com sua singela imagem humana o divino mestre Oxalá.
Por isso, a doutrina de Umbanda não refuta o uso de imagens nos templos: por trás da imagem de um espírito santificado oculta-se a presença de um Orixá “ humanizado” por intermédio, justamente, do santo já conhecido de todos.
O conhecimento superior das hierarquias divinas nos mostra que um espírito, quando se universaliza, abre um campo de atuação tão amplo que ultrapassa a religião que possibilitou sua elevação e ascensão dentro das hierarquias divinas sustentadoras da evolução de toda a humanidade.
Por isso, a doutrina da Umbanda recorre aos ícones sagrados de outras religiões e os acolhe como sinais exteriores de divindades pouco conhecidas, mas muito atuantes nos dois planos da vida. E, onde um espírito afim com ela se manifesta como guia de Umbanda, ali se encontra uma imagem, um ícone religioso ou um símbolo gráfico que assinala a regência da tenda e dos trabalhos espirituais pela divindade que o tem amparado no lado espiritual da vida.
E, mesmo que a muitos isso tenha passado despercebido, o fato é que se muitas tendas de Umbanda ostentam em seus altares imagens de hindus, elas estão sinalizando que um espírito que ali se manifesta não foi índio ou negro, mas sim um hindu, em sua última encarnação. E que sua formação religiosa se procedeu em solo hindu, onde ele cultuava uma divindade conhecida por seu nome sânscrito, que não era um nome africano ou americano e muitos menos cristão.
Mas, como o conhecimento das divindades, já em níveis superiores, diz-nos que não existe mais do que um Deus e nem que dois mistérios sejam absolutamente iguais, no entanto, esse mesmo conhecimento nos diz que um mistério divino tem alcance planetário, multidimensional e possui suas hierarquias espalhadas por todas as religiões. Quando uma nova religião é fundada, as divindades planetárias deslocam algumas de suas hierarquias espirituais para que se unam às hierarquias das outras divindades planetárias e dêem sustentação à nascente religião até que ela própria consiga estabelecer suas hierarquias humanas constituídas só por espíritos formados já dentro de sua doutrina religiosa.
Por isso é que na Umbanda se manifestam tantos espíritos “ estrangeiros”, quando o lógico e natural seria só se manifestarem espíritos de africanos, índios brasileiros e cristãos convertidos às duas religiões naturais que deram origem à Umbanda.
O fato é que hierarquias inteiras foram deslocadas de seus campos de atuação, dentro das religiões que as formam, e foram colocadas à disposição das divindades regentes do nascente Ritual de Umbanda Sagrada. Trouxeram para a Umbanda suas formações religiosas, suas apresentações humanas e suas formas particulares de cultuar o Divino Criador, mas já se adequando às linhas mestras traçadas pelos espíritos superiores que idealizaram a nascente Umbanda.
O sábio hindu se manifestaria sob o amparo de um dos Orixás, assumiria um nome simbólico de fácil assimilação pelos médiuns e pelos consulentes das tendas de Umbanda. Assim, um espírito já ascensionado, e cuja última formação religiosa se havia processado em solo estrangeiro, manifestaria-se em solo brasileiro por novo ritual com um nome simbólico de fácil assimilação, mas que indicasse as irradiações sob as quais se manifestava. E surgiu uma linha de caboclos “Sultão das Matas”, que se manifestaram logo nas primeiras tendas de Umbanda e fixaram este nome dentro da nova religião. “Sultão” é sinônimo de imperador, e “matas” é sinônimo do elemento vegetal. Logo, o nome simbólico “Caboclo Sultão das Matas” significa caboclo do Orixá Oxossi, regente planetário que atua por intermédio da essência, do elemento e da energia vegetal.
Só que o espírito já ascensionado que fundou a linha de caboclos Sultão das Matas é um “mestre da Luz” hindu cuja última encarnação ocorreu há 1.800 anos atrás e já atua em várias religiões, até mesmo na cristã, na qual possui uma ordem religiosa a qual não podemos revelar porque a lei do silêncio dos mistérios nos impede.
O fato é que ele, o mestre da Luz Caboclo Sultão das Matas, já atua em oito religiões diferentes, nas quais encarnaram e encarnam espíritos há muito já amparados pela hierarquia espiritual fundada por ele no astral, sustentada por uma divindade conhecida na Índia pelo nome hindu. No entanto, essa mesma divindade é uma intermediária da divindade planetária que atua por meio da essência, do elemento e da energia vegetal, que na Umbanda todos conhecem e cultuam com o nome de Oxóssi.
Viram como o Ritual de Umbanda Sagrada é universalista? Ele congrega espíritos de todas as esferas espirituais e, dotando-os com nomes simbólicos identificadores das qualidades dos Orixás planetários e multidimensionais, possibilita a eles ampararem seus afins encarnados em solo brasileiro, já atuando dentro dos limites de uma religião brasileira, pois, se as práticas espirituais são comuns a toda a humanidade, no entanto, hierarquizadas como as do Ritual de Umbanda Sagrada, só em solo brasileiro elas acontecem.
A doutrina de Umbanda sempre recorre à analogia ou à comparação para identificar uma divindade e descobrir a qual das sete irradiações divinas é ligada. Quando completa a identificação, sempre encontra na divindade a essência divina que se manifesta por meio dela e o mistério que ela é em si mesma, pois manifesta qualidades essencialmente divinas.
Por isso, a doutrina não aceita certas colocações que tacham de “pagãs” as divindades das religiões que já cumpriram suas missões junto aos espíritos ou no plano material. Por que pagãs? Só porque eram divindades cultuadas por meios de rituais religiosos antiqüíssimos e anteriores até às doutrinas judaicas, cristã e islâmica?
O conhecimento nos revela que as divindades não são Deus, mas sim manifestadoras de mistérios divinos. Por isso, atendem a desígnios divinos e, se não as aceitamos, devemos respeitá-las e entender que só se humanizaram para auxiliar a evolução da humanidade e amparar espíritos afins com suas qualidades divinas e qualificações humanas.
A analogia da Umbanda Sagrada nos mostra que as divindades das religiões mais antigas são regidas pelo setenário sagrado, e estudos mais acurados nos mostram que elementos as regem. E o mesmo nos revela o estudo dos Orixás, os quais são cultuados por meio da natureza terrestre e possuem locais específicos para serem oferendados.
Estudando os Orixás, descobrimos a qual hierarquia cada um deles está ligado. E, se nos aprofundarmos um pouco mais, descobriremos que eles sustentam evoluções paralelas à humana, e que acontecem nas dimensões naturais, habitadas por seres que nunca encarnam e que evoluem sem o recurso do corpo carnal.
Estudando o meio onde vivem esses nossos irmão naturais, descobrimos que eles nos conhecem muito bem e até nos auxiliam em nossa evolução, pois nos enviam continuamente suas irradiações de fé, amor e estímulo.
E, indo um pouco mais fundo no estudo dos nossos irmãos naturais, descobrimos que se preocupam conosco porque, dizem eles, nós já vivemos ao lado deles em nosso estágio anterior da evolução. Tanto isso é verdade que muitos deles se integram às hierarquias naturais regidas pelos senhores Orixás intermediários, que são divindades, pois assim podem vir até a dimensão espiritual e nos auxiliar melhor em nossa evolução.
Todos nós temos irmãos naturais que se preocupam com nossa evolução e sofrem com nossas dificuldades, às vezes aparentemente insuperáveis. Por isso, nunca estamos sozinhos em nossa jornada humana.
E, se nos identificarmos com um Orixá ou divindade natural, com certeza recebemos dela um amparo direto. Também algum irmão natural regido por ela nos acompanha bem de perto e desdobra-se para superar rapidamente as nossas dificuldades em evoluir para nos reunirmos a eles nas esferas celestiais. Por isso, a doutrina de Umbanda aceita como natural e correto o culto às divindades identificadas com a natureza e as estuda profundamente, sempre na certeza de encontrar nelas as qualidades superiores dos mistérios divinos.
E, se torna obrigatório que o culto aos Orixás se realize unicamente nos campos vibratórios na natureza, no entanto, recomenda que de vez em quando os médiuns devam ir até um desses campos vibratórios altamente magnéticos e energizadores para neles reverenciarem os sagrados Orixás – divindades naturais, ou “natureza”.
Por isso, o termo “pagão” é refutado porque possui caráter pejorativo, oculta a ignorância das pessoas às qualidades terapêutica das energias condensadas nos campos vibratórios onde se realizam os ritos religiosos de culto aos Orixás.
Divindade significa um ser superior irradiador de qualidades divinas e que, se compreendidas, muito nos auxiliam. Logo, a religião de Umbanda, na qual muitas divindades antiqüíssimas manifestam seus mistérios por intermédio das linhas de ação e dos trabalhos espirituais, recomenda o respeito a todas as divindades ou seres manifestadores de mistérios divinos.
A doutrina de Umbanda fundamenta-se no conhecimento profundo do universo ainda invisível aos espíritos encarnados, e mesmo de muitos dos que desencarnaram e mantiveram-se ligado à matéria.
Por isso, toda tenda de Umbanda dedica uma parte dos seus trabalhos mediúnicos à doutrina e esclarecimento dos espíritos recém-desencarnados ou ainda adormecidos no materialismo paralisador da evolução. E, sempre que possível, integra-os ao nível terra das hierarquias espirituais do Ritual de Umbanda Sagrada, onde começa a despertar para o universo natural regido pelos sagrados Orixás, divindades do nosso Divino Criador.
E, quando estes espíritos começam a despertar para a grandiosidade do universo regido pelas divindades, um grosso manto escuro é descerrado e eles encantam-se com os Orixás, que os inundam de irradiações de fé, amor e compreensão, pois as divindades sabem que estes seus filhos haviam tido suas memória imortais adormecidas, e só assim não retomariam antes do tempo ás dimensões onde já haviam vivido e evoluído “naturalmente”. Sim, quando um espírito tem sua memória imortal e ancestral despertada, descobre que já havia vivido e evoluído nas dimensões naturais amparado pelos senhores Orixás, aos quais muitas vezes havia refutado quando viveu no plano material sob uma cultura religiosa mesquinha, que negava a existência das divindades e o afastava das hierarquias divinas.
Mas os Orixás acompanham a evolução humana desde sempre, e sabem que o obscurantismo religioso faz parte da humanidade, e muitas vezes atendem à própria necessidade dos espíritos ainda incapazes de conviver em harmonia com seus irmãos não encarnantes, chamados por nós de elementais, encantados ou seres naturais. CÓDIGO DE UMBANDA. “Rubens Saraceni”

Vivendo o inaceitável

Siddharta tomou a palavra:
- Amigos meus, meus alunos, visitantes e vós também, amigos enteais, que vos acha reunidos conosco, eu vos saúdo!
Eis aqui a primeira palestra que vos dirijo sobre a doutrina do Eterno. Escutai bem e dai-lhe guarida em vossos corações. Espero proferir ainda muitas outras, mas de suma importância é esta primeira, de hoje.
Quando vos falava sobre a vida, dizia eu que é uma sucessão de sofrimentos, embora não pareça assim aos discípulos que se encontram entre vós. Ora, tais sofrimentos somos nós mesmos que os atraímos contra nós, principalmente através dos nossos desejos errados. Precisamos, portanto, destruir, afastar esses maus desejos, e o sofrimento não terá mais força de nos ferir profundamente como fere.
Agora, uma novidade, que tenho ainda para vos dizer, escutai!
Se for nosso propósito expulsar os maus desejos, temos que nos transformar. Como, então, haveremos de fazer isso, principalmente nós, os mais idosos, que já vivemos a maior parte de nossa vida?
Longamente andei meditando sobre isso, e de cima recebi o desejado auxílio. Achei o caminho da completa transformação do homem. Consiste em oitos tópicos, sendo que cada um deve ser primeiramente vivido, antes de podermos entrar no item seguinte. Não podemos, também, saltar nenhum deles, porque um decorre do outro.
Se quiserdes, mesmo, palmilhar comigo esse caminho, então entrai primeiramente, no setor em cujo portal se encontra as seguintes palavras:

FÉ VERDADEIRA.
Tendes de proferir com as mesmas entoações ambas as palavras. Porque tudo depende da fé, e que seja verdadeira. Sem fé, estareis desarvorados. Tão só da fé é que nasce o saber. Mas preciso é, também, que a fé seja a fé verdadeira: tendes de vos firmar, inabalavelmente, na convicção de que o Eterno é o Senhor dos Mundos.
Todos os demais, como Schakra, Wíschnu, Schiwa e Lokapales são seus servos, que somente vos podem prestar auxílio, se com eles estiverdes servindo ao Eterno. Maro é o Maligno: fugi dele!
Se acreditardes nisso de maneira firme, de toda a vossa alma, atingireis o segundo degrau, acima do qual está escrito:







RESOLUÇÃO.
A fé no Senhor dos Mundos deve ser tal que tomeis a resolução firme de servir unicamente a Ele, de considerar que individualmente sois insignificantes e de abrir mão de todo erro vivido até agora.
Tendes de começar uma nova vida, o que a maioria de vós outros já conseguiu fazer. Abaixo com os velhos erros! Abaixo com tudo o que ameaça acorrentar-vos ao passado! E alcançareis assim, quase que imperceptivelmente, o degrau seguinte, que se chama:


A PALAVRA.
O Eterno repele os servos tagarelas. Deveis ser parcos de palavras, e, mesmo a palavra que ides proferir, deve ser bem examinada se é ou não de verdadeiro conteúdo. Aqui se impõe o preceito: Não mentireis! Meditai sobre isso. Fácil coisa é pecar por palavras, coisa impossível consertar a integridade partida. Das palavras, porém, nasce a

AÇÃO
Eis o passo seguinte é indiferente, se as vossas palavras vos levam diretamente ou conduzem outros para agir. Se forem boas palavras, hão de gerar boas ações; se não tomais conta de vossas palavras, surgem às más ações, vos prejudicam a vós e a outro; tomai cuidado! Assim, empregai todas as vossas forças no sentido de não deixar passar um dia sequer sem que tenhais feito pelo menos uma boa ação. Exercei domínio, disciplinando-vos a vós mesmos! Exercitai-vos em realizar tarefas que vos pareçam difíceis. Se o fizerdes, com muito mais facilidade vos tornareis senhores deste grau de realização.
E agora, tendo de anunciar o item seguinte, muitos de vós hão de esboçar um sorriso. Chama-se ele:


VIVER.
Sim, haveis de dizer, é coisa tão natural, pois todos nós vivemos. Se era para tocar neste assunto, devia, então, ter sido mencionado em primeiro lugar. Não, meus amigos, vós ainda não viveis! Viver é atender como os animais ou plantas somente às necessidades naturais. Viver é mover-se movimentar-se mostrar que estamos vivos. Viver é aproveitar ao máximo todos os momentos, seja no trabalho, seja na meditação. Esse modo de viver, sim, é que nos tira da rotina e nos prepara para um verdadeiro viver no Além, quando chagar a hora oportuna, a nossa hora de partir daqui. Eis por que o degrau seguinte é denominado:


ESFORÇAR-SE.
Sim, esforçai-vos em viver de tal maneira que possais encontrar de novo o ponto de partida. Viemos do Além e para o Além é que devemos voltar as nossas vistas. Sabeis perfeitamente que isso não se conquista através de uma única existência. Temos que nascer inúmeras vezes neste mundo.
Uma coisa, porém, quero esclarecer-vos: voltaremos, sim, outras vezes, mas como pessoas, jamais como animal ou plantas. Eles pertencem à outra espécie. Uma e outra jamais podem ser amalgamadas. Os brâmanes ensinam que os coléricos renascem tigres e os tímidos como ratinhos. Pergunto-vos: que adianta isso? Farão, com isso, algum progresso? Absolutamente: não!
Voltaremos, sim, mas como pessoas, como seres humanos. E voltaremos tantas vezes quantas forem necessárias para alcançarmos a dignidade de nossa origem, e isso acontece de modo que nós, em cada existência terrena, nos esforcemos, elevando-nos sempre mais e mais. A isso é que chamamos Esforçar-se.
No momento em que tivermos atingidos aquele grau do viver que torna a nossa vida um esforçar-se continuo na direção certa, a nossa existência se converte em

GRATIDÃO
Para com Aquele que nos deu essa possibilidade. Sim, uma profunda sensação de reconhecimento domina o nosso ser, ao passo que nos torna felizes e contentes. Quem é grato não tem tempo para lamuriar-se, e todo aquele que é grato o quanto deve ser, converterá em ação esse reconhecimento. Terá prazer em ajudar os outros, assim como foi ajudado.
Assim chegamos ao último degrau que só se oferece àqueles que conseguiram fielmente, passo a passo, transpor os anteriores.
Chama-se


INTROSPECÇÃO.
Quando tiverdes atingido esse ponto, ser-vos-á dada a faculdade de mergulhardes dentro de vós mesmos e de ali ouvirdes a voz interior. Grandes coisas vos serão ai reveladas. Não o que porventura imaginais, senão aquilo que o Eterno irá anunciar-vos. E é no silêncio que envia os Seus mensageiros para falar conosco. Assim, todo aquele que já atingiu esse ponto de mergulhar em si mesmo, seja em meditação, seja em oração, ouvirá vozes e saberá que mesmo aqui, neste mundo, já está em conexão com o Além.
Chegando a esse ponto já se tornou um novo homem: conseguindo superar todos os desejos e sofrimentos.
Uma coisa resta, ainda, para dizer-vos. Logo de começo, chamei a vossa atenção para o fato de que teríeis de percorrer passo a passo cada um dos itens de aperfeiçoamento. Bem claro ficou que não poderíeis saltar de um grau para outro, sem primeiro ter realmente cumprido o grau anterior. Com isso não quero dizer que o grau anterior fique, para sempre, excluído. Não deveis deduzir isso de minhas palavras.
Pelo contrário: o que adquiristes no grau anterior deve ficar ligado à vossa individualidade, tão adstrito ao vosso eu, que nos graus subseqüentes como a mais inalienável das conquistas!
Profundamente emocionados todos ouviram as palavras do mestre, não havendo entre os assistentes um sequer que deixasse de entendê-las e que não saísse dali no firme propósito de palmilhar o caminho das oito etapas.
BUDDHA - Coleção “O Mundo do Graal”





BUDA
(Sidarta Gautama)

A data no nascimento do Buda é controvertida. A cronologia hindu afirma que o nascimento ocorreu em uma terça-feira do mês de maio do ano 2478 da Kali Yuga – o que corresponde ao ano de 623 a.C. O acontecimento é festejado em todo o mundo budista na noite da lua cheia de maio. No local do nascimento, ocorrido no jardim de Lumbini, foi erigido pelo grande propagador do Budismo, o rei Asoka, um pilar comemorativo que até hoje ainda se encontra firme e cercado pelas ruínas da outrora florescente Kapilavastu.

Nasceu em Kapilavastu, capital de um reino próximo ao Nepal; era filho de Suddhodana, um rajá, ou príncipe que pertencia ao clã dos guerreiros Sakyas.

Logo após o nascimento, o rajá Suddhodana mandou chamar os brâmanes para examinar a criança. Entre eles vinha um ancião chamado Asita. O papel desempenhado por ele é similar ao de Simeão em relação ao Cristo: é o profeta que indica o caráter marcante que teria a vida do recém-nascido. Conta-se que Asita, antes do nascimento de Buda, observava em seus momentos de contemplação, que o reino dos Devas estava em festas. Informaram-no, então, os Devas que a alegria e a música celestial eram devidas ao próximo nascimento do Bodhisattva, do Ser que alcançara o limiar da libertação e iria nascer pela última vez, e que o nascimento ocorreria no reino dos Sakyas. Quando Asita Vê o recém-nascido, brilhante como ouro fundido, inconfundível na sua glória e dotado de beleza incomparável, prosterna-se e chora. À vista dessas lágrimas todos os Sakyas inquietam-se. Para acalmá-los, o ermitão explica:

- “Não tenham receio. Este príncipe atingirá o mais alto grau da iluminação perfeita, e fará girar a Roda da Lei. Dotado de uma visão puríssima, cheia de compaixão e interesse pelo bem-estar de todos, terá uma vida santa. Mas, infelizmente, estou velho, meu fim se aproxima, e a morte me impedirá de ouvir a Lei que ele vai pregar, e esta é a razão por que estou triste e profundamente infeliz.

Sua mãe, Maya, morreu sete dias após o nascimento dele. Foi criado por uma tia (irmã de sua mãe).

Ele seria chamado de Sarvarthasiddha Gautama — "aquele da família Gautama que realiza todas as suas metas" —, logo simplificado para Siddhartha Gautama — "aquele da família Gautama que realiza suas metas". Siddhārtha é uma junção do sânscrito Siddhi (realização, completude, sucesso, liquidação de um débito) e Artha (alvo, propósito, meta). Pode ser traduzido como "Aquele cujos objetivos são alcançados”.





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CABALA JUDAICA
Revelações Feitas à Grande Assembléia


Por todo o pais, em volta do Mar da Galiléia, o mestre, Shimon ben Yochai, passeava com seus alunos. Algumas vezes eram doze outras talvez dez, esses fiéis discípulos aquém o mestre ensinava a Torá e explicava a Palavra de Deus como a haviam revelado os profetas e os mestres de Israel: a Lei Escrita conservada para toda a posteridade no livro imperecível, a Bíblia.
E ele disse a seus discípulos: “Infeliz é o homem que vê na interpretação da Lei a recitação de uma simples narrativa, contada em palavras de uso comum. Se fosse só isso, não teríamos dificuldade alguma em compor hoje uma Torá melhor e mais atraente. Mas as palavras que lemos são apenas a túnica exterior. Cada uma delas contém um significado mais alto do que o que nos é aparente. Cada uma contém um mistério sublime que devemos tentar penetrar com persistência. Os que tomam o traje exterior pela coisa que ele cobre, não encontrarão muita felicidade nele – exatamente como os que julgam o homem apenas por sua vestimenta exterior estão fadados à desilusão, pois são o corpo e o espírito que fazem o homem. Sob a vestimenta da Tora, que são as palavras, e sob o corpo da Tora, que são os Mandamentos, encontra-se a alma, que é o mistério oculto. É o mistério oculto que faz a Lei dada por Deus superior a todas as leis feitas pelo homem, ainda que essas últimas possam aparecer mais grandiosas e parecer mais lógica. Há uma alma dentro de uma alma, que respira com a Lei.”
Apesar disso, o mestre hesitava em revelar-lhes o que suas almas anelavam saber, e que sua alma anelava revelar; mas um dia, na Hora da Misericórdia, o mestre foi ao campo com seus alunos. Era o momento de o sol se pôr, mas o céu estava cheio de sinais e maravilhas. O sol se tornou mais brilhante, e permaneceu sem se pôr. A lua apareceu com toda sua majestade, e as estrelas, em todo seu brilho. Os alunos olharam interrogativamente o mestre, e um deles disse: “Mestre, não parece que tenha chegado o tempo – do qual tão freqüentemente nos tens falado - de revelar-nos os mistérios que jazem ocultos na Lei? Quanto tempo devemos gastar com buscas vãs e ocupando-nos com uma Lei que repousa num pilar? Queremos começar a trabalhar para o Senhor, pois o tempo urge e os trabalhadores são poucos. E ainda esses mesmos poucos devem permanecer na margem da vinha, pois estão incertos quanto ao caminho a seguir. Por isso, nós te rogamos, mestre, que nos armes com a sabedoria, com a inteligência e com o conhecimento. Revela-nos essas verdades que os santos do Mundo Superior ouvem com alegria e tentam compreender.”
O mestre ainda hesitava, e exclamou: “Ai de mim se vos revelo os mistérios, e ai de mim se não os vos revelo!” Nisto os “discípulos se assustaram, mas rabi Abba disse:” O mestre não deve temer revelar-nos os mistérios, pois está escrito: ‘O Senhor revela sua lei aos que o temem!’ “E nós somos dos que temem o Senhor.” E como olhassem assediando-o, ele chamou cada um por seu nome, e estavam presentes: Eleazar, o filho do mestre, e Abba; Yehuda e José, o filho de Jacob; Isaac e Hizquiya, o filho de Rab; Hiya; Yosse e Jessé. Eles estenderam as mãos ao mestre, com as palmas viradas para cima e os dedos apontados para o céu. E assim unidos, como em uma comunhão santa, seguiram-nos a um campo, perto do qual corria um regato gorgolejante, e se sentaram debaixo de uma árvore com grandes ramos estendidos.
Mas o mestre permaneceu em pé por algum tempo, suas mãos levantadas em oração. Então se sentou em meio a seus discípulos, e disse: “Que cada um estenda sua mão para mim.” Eles estenderam as mãos em sua direção, e ele tocou em seqüência cada uma delas. Então colocou seu filho, Eleazar, em frente a ele, e Hiya no lado oposto. E, enquanto esperavam assim, sua cabeça mergulhou lentamente no peito e ele murmurou: “Nós somos a síntese de todas as coisas.” Os outros temeram perturbá-lo. E, estando sentados em silêncio, ouviram um grande tropel, como se as hostes celestiais se precipitassem para ouvir as palavras de Shimon ben Yochai. Uma chama passou sobre a terra, e os alunos começaram a tremer.
Então o mestre levantou a cabeça e disse: “O traidor revela segredos, mas aquele que tem um coração fiel guarda bem a palavra que lhe foi confiada. É um traidor o que não tem fé; e o que não tem fé não tem a serenidade de espírito necessária para apreender o significado dos mistérios. Aquele que não tem espírito sereno acha que os mistérios ficam girando em sua cabeça, como um castor gira na água. Lança fora tudo que venha a perturbar seu espírito. Que a ligeireza de nossa língua não nos faça pecar, pois a sorte do mundo depende dos mistérios secretos. E devemos, especialmente, guardar-nos de sair do caminho da verdade, nem por um tênue fio de cabelo.” ZOHAR”


O outro lado da cortina
Todos escutavam atentamente, e o mestre disse: “Eis que vejo todas as luzes brilhando do outro lado da cortina. O Santíssimo estendeu uma cortina sobre quatro pilares, para as quatro direções do mundo. Um desses pilares vai desde o Mundo Inferior ao Superior. Um chefe o guarda e tem as chaves que abrirão a cortina. Entre os pilares vejo dezoito pedestais iluminados pela Luz Suprema. Escutai-me, pois estais destinados a brilhar como lâmpadas no mundo e a iluminar os caminhos da compreensão. Percebi agora coisas que ainda não foram vistas pelo olho do homem desde que Moisés subiu pela segunda vez ao Monte Sinai. Meus olhos estão preenchidos pela visão do Ancião numa vasta iluminação. Sei, também, que meu rosto está brilhando, enquanto Moisés não sabia que seu rosto brilhava quando ele falava com o Senhor. Entretanto, Moisés era maior do que os profetas! Pois quando Deus falou a Moisés com uma voz alta, ele não tremeu; mas outros profetas tremeram, ainda que a Palavra Divina lhes fosse revelada em um murmúrio e em visões!”
Então ele abriu os olhos e, vendo seus alunos, disse: “Que o espírito do Senhor permaneça sobre vós: o espírito da sabedoria e da compreensão, o espírito da força e da determinação, o espírito da ciência e o espírito do temor ao Senhor! E que o espírito que vem do Cérebro Misterioso do Ancião desça e desperte os seis espíritos que correspondem aos seis degraus do trono do rei Salomão. E que se apresse o dia em que está destinado a vir o messias, e venha e sente sobre o Sétimo Assento, formado pelo Ancião Ele mesmo. Pois, na época da vinda do Messias, nenhum homem terá que pedir a outro que lhe ensine a sabedoria.
“Eis que vejo todos os mundos esperando impacientes pelas palavras que saem de nossos lábios, pois todas as palavras que se falem nesta Assembléia são santas. E o ar que sai de nossos lábios forma cortinas através das quais a Luz Suprema se torna visível.
Com sua compreensão ordinária, o homem não pode compreender a revelação dos mistérios. Tudo que vos revelarei só pode ser revelado aos mestres, que sabem como guardar o equilíbrio porque foram iniciados.
A alma vivente que Deus soprou dentro de nós é o selo estampando no homem, que lhe permite elevar-se aos mistérios mais altos, ao próprio coração de tudo que está oculto. E sabei que as almas de todos os que vivem assim em cima como embaixo, dependem da alma que alcançou o estado mais alto. Aquele que eleva sua alma a Deus é capaz de alcançar a fonte mais alta. Todas as almas não formam senão uma unidade com a Alma Divina. Aquele que perde sua alma destruiu a Harmonia Divina.
“Sabei que todos os mundos superiores e inferiores estão compreendidos na Imagem de Deus. Tudo foi e tudo será. Nunca mudou e nunca mudará. É o centro de toda perfeição. Encerra todas as imagens de cada coisa de que estamos conscientes com todos os nossos sentidos e em todas as formas. Mas nós só a vemos como uma reprodução, pois ninguém a viu e ninguém pode vê-la em sua verdadeira forma. Tudo que sabemos é que o homem traz a maior semelhança com o original. E sabei que essas coisas só são reveladas aos que cultivam o campo.” “ O Zohar”

- O Zohar -
- O ZOHAR, fonte básica da Cabalá, foi escrito por Rabi Shimon ben Yochai durante os treze anos que passou numa caverna em pe’quin escondido dos romanos. Foi descoberto posteriormente pelo Rabino Moses de Leon, na Espanha, e mais tarde revelado pelos cabalistas de Safed, através do sistema luriânico da Cabala.
- O Zohar promete que, com a entrada da Era de Aquários, o cosmo se tornará imediatamente acessível ao entendimento humano. Afirma que na época do Messias “não haverá necessidade de se pedir ao próximo, ensina-me a sabedoria” “Ninguém ensinará mais a seu próximo, nem a seu irmão dizendo, conhece o Senhor. Porque todos Me conhecerão, desde o mais jovem até o mais velho.” (Jeremias 31: 34)
- Podemos e devemos retomar o controle de nossas vidas e de nosso meio ambiente. Para alcançar este objetivo, o Zohar nos proporciona uma oportunidade para transcender o peso esmagador da negatividade universal. A escuridão não pode prevalecer na presença da Luz. Um quarto escuro se ilumina quando se acende uma vela. Ao compartilharmos deste momento, estamos começando a presenciar uma revolução na iluminação dos povos, sendo que alguns de nós já estão de fato participando. As nuvens negras da guerra e dos conflitos estarão presentes somente enquanto a Luz Eterna permanecer encoberta. O Zohar agora se torna uma solução final, para infundir no cosmo a Luz revelada da Força. O Zohar não é um livro sobre religião. Antes trata da relação entre as forças invisíveis do cosmos, a força, e seu impacto sobre o Homem.
“- Zohar, ou Livro do Esplendor.” pretende ser o evangelho de Shimon ben Yochai, espécie de Cristo hebreu, milagroso também, do século II, de quem Leon viria a ser um São Paulo. Mas, a nós que o vemos com olhos isentos de lendas e de presságios, o Zohar se apresenta como o livro da íntima religião – mística, é claro! – do tríplice monoteísta hispânico, ibérico, e da simples e sucinta confissão religiosa comum a judeus, cristãos e muçulmanos da península, acima – ou melhor dizendo, abaixo – das elucubrações eclesiásticas e escolásticas, teológicas, canônica e litúrgicas de uns e outros. Não é um livro saduzaico , mas farisaico, como os de Saulo, o fariseu helenizado que ensinava que se só nesta vida esperamos Cristo, o Messias, somos os mais miseráveis dos homens, e que polemizou contra a Lei, do mesmo modo que Shimon ben Yochai, quando diz aqui que os que estudarem o Zohar não dependerão da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, nem estarão sujeitos às leis do “deves fazer” ou “não deves fazer”. A confissão de fé do Zohar se reduz a confessar a Deus, um Deus um tanto panteísta – “todas as almas formam uma unidade com a Alma Divina” -, e a imortalidade da alma humana em uma vida de além-túmulo, com Inferno e Paraíso. E ainda as fantásticas lendas de anjos de todos os graus, ofícios e misteres.



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BIBLIA SAGRADA
O AMOR FRATERNAL

Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e Matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas. Meus irmãos não se admirem se o mundo os odeia. Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo.
Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade. Assim saberemos que somos da verdade; e tranqüilizaremos o nosso coração diante dele quando o nosso coração nos condenar. Porque Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas.
Amados, se o nosso coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada. E este é o seu mandamento: Que creiamos no nome de seu filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou. Os que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem, e ele neles. Do seguinte modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu. “1 João 3: 11 ao 24.”


O AMOR DE DEUS

Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós.
Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito. E vimos e testemunhamos que o pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo. Se alguém confessa publicamente que Jesus é o filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor.
Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele. No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.
Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão. “1 João 4: 7 ao 21.”

- Escrito por volta do ano 95 d/c, após ser exilado para patmos, onde escreve o apocalipse. E após O Evangelho de João, depois sua primeira epistola (a terceira e talvez a segunda seja anteriores).
O assunto principal da Primeira Carta de João é o amor: o amor de Deus para conosco e o amor que devemos ter uns para com os outros. “Deus é amor. Quem vive unido com Deus, e Deus vive unido com ele” (4.16). Deus também é luz, nós devemos sempre viver na luz e assim estaremos unidos uns com os outros (1.7; 2.9-11).
O Homem que ouve as censuras do se coração, de sua consciência, sabe que Deus tudo conhece e que ele é amor, que ele é, pois, mais perspicaz e mais indulgente do que a nossa consciência. Mas está pressuposta a prática do amor e dos mandamentos. Outra tradução: “e diante dele nós convenceremos o nosso coração, se ele chegasse a nos condenar, de que Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas”. (3.21).

CINCO NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA

Consideremos o ovo da borboleta: Um organismo minúsculo, sem consciência de sua existência ou ciência do mundo exterior, vivendo em um estado de tranqüilidade, desenvolvendo-se silenciosamente e crescendo para o tempo em que atingir a animação. É o centro de seu próprio universo, completamente em paz e totalmente dentro de si mesmo, gozando a perfeição de seu ser, participando com prazer da corrente interior, em contato constante com a força espontânea da vida.
Lentamente tem lugar uma mudança, uma maturação. O ovo começa a expandir-se para além de seu estado de beatitude e lentamente se torna uma larva. A larva começa a rastejar, a experimentar a vida. Seus instintos desenvolvem-se em um padrão mais sofisticado quando ela toma consciência de tudo que a rodeia, e necessita de alimentação e de abrigo. Como continua a crescer e a mudar para uma forma mais evoluída de vida, deve alimentar-se para sua sobrevivência e deixar para trás seus restos ou resíduos biológicos - um dos poucos sinais de sua passagem. Não sendo conhecedora de qualquer futuro para si mesma, aceita seu estado presente como o zênite da vida.
O tempo passa, e quando o verme completa seu ciclo de desenvolvimento, instintivamente se entrelaça a si mesmo dentro de um casulo e afastando-se do desgaste natural do mundo exterior, começa a passar por uma metamorfose. Pode-se dizer que se senta em meditação, harmonizando uma vez mais com uma parte mais profunda de sua natureza, que pode ser alcançada no silêncio de sua mudança interior. Agora sente passivamente que encontrou a “realidade final”. Mas pela primeira vez também sabe que existe alguma coisa mais adiante; tem um sentido da vida universal de que é uma parte e anseia entrar em contato com a energia do universo e nela ser absorvida. Seus dois níveis passados de existência parecem ser como a representação da verdade final. O estado de metamorfose termina quando a larva emerge de seu casulo transformada em uma linda borboleta, um ser fisicamente perfeito e produtivo. Incapaz de comer alimento sólido, não julga mais necessário destruir qualquer coisa para manter sua existência. Vive do néctar das flores e espalha seu pólen, distribuindo assim vida em retribuição de seu próprio alimento. Imagine que agora atingiu seu mais alto nível físico e que os três primeiros eram necessários e importantes aspectos de seu crescimento. Sabe também que para continuar seu ciclo de vida deve reproduzir-se. Ela passa a semente e entrega sua vida. A borboleta então atinge seu estágio final de sua existência, que essência e a fonte subjacente de todos os estados anteriores. Ela atingiu o Eu - Divino.
O homem que depende nove meses no ventre materno, que começa a engatinhar pelo mundo e a experimentar seu ambiente aprendendo, educando-se e talvez inspirando-se – é como a borboleta. Em seu estágio pré-natal é semelhante ao ovo: beatificamente circundado, completamente esquecido de qualquer outra coisa, querido, nutrido e protegido, em completa harmonia com seu universo inteiro, uma só coisa com sua mãe, uma só coisa com o ambiente. Biologicamente, as energias do feto estão sob o controle completo da mãe. O ser humano nascente toma a alimentação de que necessita, mesmo às custas dos ossos maternos. A sua única função é a sobrevivência e o crescimento de seu organismo. Este primeiro estágio de ser, da borboleta e do homem, é conhecido como o estado U.
Quando nasce, o ser humano continua no estado U, examinando no início penosamente a diferença entre si mesmo e seu ambiente. Suas funções são ainda basicamente as de preenchimentos de suas necessidades homeostáticas – alimentação, sono, e eliminação de resíduos. Finalmente se torna cônscio de seu ambiente e do fato de que interage com este ambiente.
Quando responde às condições e padrões em torno de si e começa a desenvolver uma memória e o conhecimento da experiência, ele entra no estado de O. Durante o estado O tem lugar seu desenvolvimento intelectual. Ele ganha e armazena conhecimento, vai à escola, desenvolve seu intelecto. O desenvolvimento da mente e a existência material na terra, o funcionamento em sociedade, e toda a programação de seu “computador mental” são parte deste estágio O.
Com o passar do tempo, a maioria das crianças eventualmente percebe alguma coisa que transcende a sua existência física, um pouco mais alto, um sentido maior de Deus do que lhes fala a religião. Se este sentido é alimentado e cresce, a criança entra no estado chamado A. O estado A foi denominado “uma vasta planície aberta... sem horizonte” porque é o primeiro ponto de abertura da consciência espiritual, o início da concepção do eu mais alto. É o plano de inspiração e da imaginação, da emocionalidade e da criação da arte e da música; resume-se no avanço, na pesquisa, na escavação, no progresso.
No estado A a pessoa sente a presença de um ser divino dentro e para além de si mesmo. Pode ter consciência de seus dois níveis de vida anteriores e ver claramente sua própria necessidade de evolução. Esta compreensão é o primeiro passo para a iluminação.
Se amadurecer mais ainda, o indivíduo entra no estado E. Este é o nível da visão pura, da compreensão objetiva dos mecanismos da vida e da necessidade de uma verdadeira harmonia e ordem. É o estado de ser que permite a pessoa levar uma vida completamente sã e saudável, para além da competição, da filosofia e da religião. A pessoa do nível E encontrou o seu centro interior e sabe que sua fonte está neste centro. Ele é Amor Divino que se manifesta a si mesmo através de um ser humano e é um membro positivo e produtivo da raça humana, que está realizando sua própria alma. Este é o nível da santidade.
E se torna I, o preenchimento da capacidade humana. I é à força da vida criadora do universo incorporada no homem. É o espírito do Cristo e de Buda, a fonte dos quatro rios no Jardim do Éden.
O versículo do Gênesis 2:10 – “E do Éden saía um rio que regava o jardim; e daí ele se dividia e se tornava quatro cabeças” – simboliza os quatro estados (U,O,A,E) e a fonte espiritual, I. É a parte de todos que faz de cada um nós o filho de Deus.
As letras U, O, A, E e I significam sons ou vibrações que caracterizam cada um destes cinco níveis. Aqui representados como letras, eles são as vibrações puras que compuseram parte da linguagem da primeira Civilização.
A população do mundo está dividida entre os quatro primeiros estados. A grande maioria dos homens encontra-se no estado de U, vivendo somente para o mundo do comércio. A sua única meta verdadeira é a sobrevivência; pouca coisa, além disso, pode ter algum significado.
Os intelectuais compreendem o mundo de O, o nível da informação programada. O é o passo do estudo de rotina, do aprendizado para citar palavras de outras pessoas, da capacidade mecânica de repetir o conhecimento programado.
Quando se cresce para além do mundo da educação estabelecida e se começa a ampliá-la com auto-educação, abre-se o estado A, e como uma bela flor, começa a arder à inspiração da divindade. Mais e mais pessoas estão hoje em dia atingindo este estado, e são jovens cada vez mais jovens. O estado de A olha para frente, o estado de O olha para trás, e o estado de U fica no meio, juntado o dinheiro.
Mas cada época tem-nos dado uma pessoa do nível E. Entre os poucos seres humanos que atingiram o nível E estão Jesus Cristo, Gautama, Buda, Moisés e Maomé. Eles mudaram a verdadeira estrutura de suas épocas; milhares de anos depois de sua presença nesta terra, milhões de pessoas ainda se agarram a suas palavras, mas suas palavras não nos ajudam mais. Elas passaram, e nós vivemos em um mundo vitimado por sua própria inconsciência. Tal foi a natureza da segunda Civilização.
Haverá 144.000 seres humanos do nível I, vivendo em um nível mais alto do que forma de vida que se viveu sobre a terra desde que começou a segunda era. Estes novos líderes mundiais conduzirão a civilização mais altamente evoluída na história. Alguns serão envolvidos na ciência, alguns na educação. Outros mudarão a face da medicina, das artes e da indústria quando a era se voltar lentamente para a iluminação. Será uma bela época e um belo futuro.
Neste tempo as pessoas serão doutores porque são curadores, e outras serão advogados porque têm um sentido profundo da justiça. Os lideres da indústria se entusiasmarão e serão honestos e dedicados a seu desenvolvimento. A educação de nossas crianças será feita por guias de seu esclarecimento, e não por programadores.
As exigências interiores de cada espírito da pessoa que evolui serão dispostas a orientar seus empreendimentos neste mundo. Tal é a verdadeira ordem da sociedade. Os desejos dos parentes, as pressões sociais, a ganância e os falsos valores – nenhuma destas coisas pode ter qualquer lugar no desenvolvimento do indivíduo para seu verdadeiro eu. Quando tiver passado a era da motivação dos jovens para entrar em seus campos de trabalho pelo dinheiro e pela “segurança”, a nova era permitirá que o espírito interior se expresse a si mesmo e cada alma procure seu próprio nível.
Tudo o que agora desejamos verdadeiramente para nós mesmos, do fundo de nosso ser, neste novo mundo o conseguiremos. A consciência de cada indivíduo na raça humana é responsável pelo que lhe acontece, exatamente como a consciência do homem criou a Segunda Civilização. Aquilo que desejamos realmente fazer será real.
“Façamos o homem à nossa imagem e nossa semelhança”, escreve a Bíblia (Gênesis 1:26). Significa isto que somos fisicamente estruturados como Jehovah? Significa isto também que realmente nós nos criamos a nós mesmos de acordo com nossa própria imagem? O Deus que criou o universo inteiro está dentro de você e de mim e se manifesta a si mesmo em todo o tempo como você e eu. Ele existe como nós e através de nós e mesmo por causa de nós. Existe uma semente dentro de cada um de nós que combina com o restante e que cria nossa divindade combinada. Até agora temos representado a resistência a esta divindade. Enquanto levarmos milhares de anos construindo um império, a semente foi simplesmente mantida viva, tendo ficado adormecida pela estrutura da Segunda Civilização. Uma vez que for liberada a resistência, a energia de nossos eus mais íntimos correrá livre e se manifestará completamente.
Muitos homens iluminados souberam disto, porém não foram capazes de aceitar o fato como realidade. Lentamente as formas em evolução de pesquisas humanísticas e espiritual do mundo superior estão-se aproximando do momento em que patentearão este segredo para milhões e milhões de pessoas, e deste momento em diante o segredo será manifesto para sempre. “O Jardim do éden à era de aguarius” O livro da cura natural. (Greg Brodsky)

o livro dos pensamentos

Prólogo educhay@hotmail.com


“Dê-me uma abertura do tamanho do buraco de agulha, e Eu abrirei os portões celestiais”. Somos privilegiados de vivermos, numa época tão importante para a raça humana, somos todos responsáveis pelo que acontece e acontecerá. Certo é que o futuro não existe, por isso o segredo simplificado é a mente, e o futuro é o acordar de uma sonolência generalizada que nós passamos.
Feche os olhos e sinta a energia cósmica, um poder maior, uma Luz irradiante e purificadora, uma fonte viva que jorram águas purificadoras e criadoras.
Imagine você agora com seus olhos fechados em posição de lótus, se concentre numa fonte que jorram das mais puras águas, lindas esculturas mostram a pureza de crianças brincando com serpentes, leões e cordeiros todos juntos na suave brisa. Um vento suave e cheiroso como aquele cheiro de natureza, cheiro de chuva e muita pureza se podem sentir neste jardim, lindas Árvores frutíferas plantadas em todas as direções, então observem que luzes irradiam das Águas a penetrar em cada pensamento em conexão, esses são os Orixás. Através destas fontes de energias podemos encontrar um caminho de paz, amor, verdade, e a felicidade plena em todos os sentidos e em nossos espíritos eternos, um caminho seguro até o Eterno, a fonte Maior.
Agora acompanhe esta meditação com a respiração concentrada, sinta esta história, e viva por um momento estes personagens.
Enock é o nome do nosso primeiro personagem, ele é a realidade oculta aos olhos humanos, mais totalmente sentidos. Enock é o EU verdadeiro, é a semente sagrada, é a centelha do Eterno viva para todo sempre. Aprendamos este segredo e encontraremos a felicidade plena da vida, enxergaremos realmente como as coisas são. Viva a realidade, abram os olhos e enxerguem pela primeira vez nesta vida e saiba que a libertação de todos os sofrimentos se baseia no equilíbrio, encontre o equilíbrio e tudo se acertará.
O segundo personagem se chamará Oséias, este representa nós, num mundo onde cada vez mais fica difícil se viver de formas simples, um mundo capitalista, onde cada qual busca somente seus interesses, Oséias não compreende porque não consegue se adaptar a este mundo, não encontra a felicidade em nenhum caminho já procurado, vazio, ele busca um sentido para seguir, ele sabe que pode haver uma porta que nós leve a sermos felizes, ele vive na dualidade, alias sua vida foi até o presente momento uma dualidade incrível.
O momento atual que estamos vivendo nós mostra claramente que aquele que acordar em primeira instância governará a realidade vivendo plenamente em todos os sentidos sabendo que aqui neste plano terrestre estamos aqui para evoluir, para vencer a ilusão da matéria que nos faz sofrer.
Somos iguais, somos energias, e quanto mais unidas, mais forte ficamos para um planeta melhor, um planeta onde se pode encontrar caminhos para felicidade e uma consciência sobre a natureza, nossa maior afetada por nossa cobiça e poder, capital, e ganância de ter muito só pra si. Usemos nossas energias para criarmos formas de não mais destruirmos nossa maior fonte natural de vida, a Natureza.
Pensando, refletindo sobre o assunto, Oséias na cobertura do prédio onde tem alugado no centro de são Paulo em posição de lótus, as seis e quinze da manha, abre os olhos, e se da conta que passou a noite inteira em plena meditação, em busca constante, ele sabe que está faltando algo, sente o vazio de sempre querer ser aquilo que ele não é, sempre desejando o que não deveria desejar, e vivendo repetidas situações que o levam a crer que realmente sempre busca os caminhos errados. Precisa encontrar se consigo mesmo, sempre procurando, indo até onde fosse necessário.
Enock seu guardião espiritual, olhando em seus sofrimentos, sempre o leva em seus momentos mais importantes ao templo Caboclo Origuaçu. Lembro-me do Sacerdote Davilson que falava a nós para não sermos repetitivos com nossos erros, que estávamos viciados, sempre levando os mesmos problemas nas reuniões, ele até dizia que as entidades tinham muito que fazer no astral, pra gente não ficar brincando com o astral, lembro as suas palavras sobre a preservação da natureza, a economia da água, sobre as guerras, fomes, e ao mesmo tempo, olimpíadas, grandes gastos desnecessários, uma vergonha para nos humanos. Vejo a cada rito que vou lá, uma evolução naquele lugar, nas pessoas, realmente uma fraternidade cheia de amor e carinho. Após ser orientado pelo Caboclo, Pai Benedito veio me abençoar e dar lindos ensinamentos. Lembro de uma vez que o pai Benedito no templo Origuaçu Nos chamou para dentro do terreiro e nos ensinou a fazer uma varredura na nossa mente, e nos consolou e nos ensinou sobre o amor. Pra fechar a linda noite os guardiões sempre nos guiando e abrindo nossos caminhos, ensinado a pensar mais em nós, e a nos amarmos mais. Uma noite maravilhosa que alivia o espírito de qualquer atribulado pelas nuvens negras.
Então Enock neste momento acompanha Oséias, lendo os seus pensamentos. E logo vê uma energia fluindo de Oséias, uma energia que um preto velho o ensinou a buscar de dentro de si. Ele busca a verdade! Então Seu Guardião o ensina através da inspiração, que através da magia das letras, a magia do pensamento certo encontrará a plenitude, o verdadeiro sentido da vida e do espírito dado pela fonte de todas as energias.
Um caminho tem que ser iniciado, um sentido tem que tomado ao qual sei que chegarei onde devo chegar um destino feliz e seguro
Tudo a sua volta não parece ser real, seu passado não consegue mais senti- lo como se realmente estivesse vivido, parece que ele começa a sentir o quanto vive num mundo virtual e começa a perceber que suas buscas já não o fazem feliz, tudo havia mudado, já não vivia mais para ele, vivia para um mundo egoísta e mimado. Descobriu que era um escravo programado para viver num modelo de vida em certo país e costumes para sempre, com um rotina programada para se cumprir. Ele tenta entender dentro de si mesmo o porquê dos sofrimentos, então se lembra das palavras que ouvira do mestre.
“Ora, tais sofrimentos somos nós mesmos que os atraímos contra nós, principalmente através dos nossos desejos errados. Precisamos, portanto, destruir, afastar esses maus desejos, e o sofrimento não terá mais força de nos ferir profundamente como fere. Se for nosso propósito expulsar os maus desejos, temos que nos transformar.” “Sidarta Gautama”
Então terei que me aprofundar nestas palavras e vive-las, porque quero entender o sentido das palavras do mestre. O que me faz sofrer nesse mundo? O que o mundo hoje tem a me dizer sobre a verdadeira felicidade? Não sou feliz quando sou um personagem neste mundo, um ser programado, dominado e cego. Aquilo que tenho que destruir é tudo que o sistema coloca como tópico de um modo de vida. Somos mentes poderosas e mentes que podem colocar energias de cura para a cura do nosso planeta, usemos então nossas energias agora, e pense em nossos irmãos em necessidades, pense numa solução, troque uma coisa banal por minutos em pensamentos positivos, ai então começa bem nosso caminho para a paz e para a felicidade.
A Fé é um caminho seguro para quem busca uma estrada onde tudo se transforma se renova, tudo acontece, tudo depende de sua criatividade e concentração, com verdadeira vontade, você começa a entrar em caminhos que se descobre o milagre.
Olhando através de minha imaginação vejo montanhas e águias, um verde curador, um lugar mágico e energético, vejo e reconheço a Guerreira fé, e sua linda companheira azulada imensidão a clamar por juízo, justiça e amor pela verdade, pelo abandono, e pelo desequilíbrio que domina a terra e os povos como um monstro sem controle invencível. Transformação é o que necessitamos, estou chegando à conclusão que é de nossa inteira responsabilidade e obrigação, pelo nosso planeta, pela fé e pelo respeito à fonte da criação de mudarmos o nosso caminho, de nós transformamos em pessoas melhores, se afastando do egoísmo, da inveja, devemos abandonar esse modo de vida capitalista, imperialista, e dominante, e devemos viver em simplicidade, escrevo isso aqueles que por algum motivo entende a real situação de que o mundo realmente precisa entrar em um equilíbrio maior. Que realmente possamos acordar e usar cada um o seu dom para passar a esperança de um mundo equilibrado motivadas por pessoas que se dediquem a espiritualidade ao meio ambiente, a medicina e a ciência. Meus irmãos vivam com a fé e de alguma forma ajudem a criar uma camada pura de união e de amor, para que o ciclo possa prosseguir com amor e respeito.
“È sempre bom sacrificar uma pequena coisa para com isso alcançar uma ainda maior. Conseqüentemente, nossa felicidade pode enriquecer a de todos os seres sensíveis.
Deveríamos “considerar o direito de ser feliz como uma dívida pessoal para com todos os seres sensíveis.” DALAI-LAMA.
EDUARDO FONSECA















INTRODUÇÃO

O JARDIM DO ÉDEN
História da primeira civilização do homem

Foram necessários milhões de anos de evolução para que a raça humana atingisse o Jardim do Éden, seu momento de iluminação espiritual. Esta foi a Primeira Civilização do homem – um estado de completa consciência espiritual. Uma vez que o homem tomou conhecimento de si mesmo, o tempo e espaço não o limitaram, quando ele se tornou senhor de seu ambiente e de seu próprio ser. O homem espiritual gozou de um estado perfeito de harmonia e unidade com tudo no universo. Neste estado de bem-aventurada existência não havia resistência às forças da vida. O homem atingira o pináculo de seu desenvolvimento.
Depois de 100.000 anos desta existência perfeita, a raça começou lentamente a estagnar. De qualquer maneira o status deste ser divino não poderia permanecer imutável por mais tempo. Ele tinha de continuar a evoluir ou começar a andar ladeira abaixo. O fato de que nada no universo permanece estável foi logo compreendido. Isso não pareceu afetar a maioria da humanidade. Em seu contentamento, não havia motivo para inquietação. Somente um pequeno grupo de pessoas, os líderes do mundo, sentiu integralmente o custo potencial de estagnação e a falta de crescimento da espécie humana. Decidiram que era necessário que o homem caminhasse em uma direção que pudesse contrabalançar a extrema espiritualidade da era e causar uma imperfeição em sua completude, a fim de que a espécie humana evoluísse. A própria sobrevivência exigiria então grande movimento por parte das pessoas do mundo, e este movimento poderia catapultar o homem a um novo e mais alto estado – se ele passasse no teste.
O teste era o materialismo. Aconteceu então o nascimento da ciência e a exploração da matéria e das coisas matérias. Os líderes do mundo sentiram que, uma vez que a ciência tivesse explorado completamente e compreendido a natureza da existência material, poderia complementar e ampliar sua espiritualidade, permitindo assim que a raça humana deixasse sua pastagem e se expandisse na direção de estados de mais consciência ainda e mais evoluídos de ser. Os líderes sentiram que, por meio desse sinergismo, a raça humana eventualmente transcenderia seu estado de ser, na conquista de seu verdadeiro Eu - Divino.
De tal modo era sua escolha, sua escolha consciente, que levava o homem a deixar o jardim do Éden e aventurar em busca de mais evolução. Este período do Jardim do Éden foi chamado Primeira Civilização por alguns estudiosos de história esotérica. Levou 6.000 anos para que a espécie humana rompesse os laços que a prendiam e desse aos humanos a escolha individual de seu estado de ser – e a decisão continha uma terrível responsabilidade. Os líderes do mundo que se empenharam na realização da existência material para a Segunda Civilização sabiam que eles tinham de suportar a responsabilidade até que o ciclo estivesse totalmente completo. Seus descendentes deveriam continuar a tarefa de aperfeiçoar alguma coisa ainda não nascida: uma idade da ciência.
A criação e o controle da matéria é uma manifestação de vibrações da energia. Os seres humanos trazem consigo estas vibrações em cada célula de seus corpos e de suas mentes. Uma expressão destas vibrações é o som, o som da voz humana.
Durante a Primeira Civilização não havia linguagem. A natureza da fala era simplesmente a pura vibração. Desde que o homem era criatura puramente espontânea, não trazia nada consigo do passado nem levava para o futuro. Sua consciência total da vida era o aqui e agora, e funcionava ele como um canal constante para dar passagem à energia universal. O homem inteiro era parte de uma corrente perfeita, uma harmonia perfeita com cada movimento da natureza. Quando percebia um objeto, a essência vibratória desse objeto passava através dele e ele era capaz de expressar o objeto em som. A “sensação” ou o “sentimento” de cada coisa no plano físico da existência, assim como no que existia nos conceitos da mente, era expresso como verdadeira e completa representação em som. Era a perda deste sentido do presente e do puro falar do Logos (“a Palavra”) de que necessitava o desenvolvimento do materialismo. Ele foi perdido propositalmente, como parte do grande plano para a evolução da raça humana. Começará a Terceira Civilização – a Era de Aquário, idade não apenas de iluminação, mas também do testemunho e conhecimento das coisas que existem. Haverá então uma corrente espiritual em harmonia com a existência tangível.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus”.(S. João 1:1-2) A Bíblia estabelece que Deus criou o homem a sua imagem. De fato, todo escrito esotérico no mundo estabelece que o homem é uma duplicata exata do universo. Estas obras também observam que todas as coisas que estão contidas no cosmo também estão contidas em cada célula do ser humano. Isto é uma explanação do Eu Divino – a mais alta essência do homem. Em todos nós repousa a semente do que chamamos Deus, e essa essência divina contém a chave da verdadeira natureza da vida. Todas as religiões do mundo experimentaram sempre fazer com que as pessoas compreendam este fato, porém elas falharam continuamente, quer pelo fato de desconhecerem suficientemente a própria verdade quer porque detém seu conhecimento a partir daquilo que procuram proteger. Mesmo esta proteção é parte do plano para a Segunda Civilização, pois a obra da religião foi manter a maioria da espécie humana na meia-luz da meia-verdade a fim de que caiamos em completa escuridão durante nosso período de inconsciência espiritual.
No Gênesis 11: 7, a bíblia diz: “Vinde pois, desçamos e confundamos de tal sorte a sua linguagem, que não ouça cada um a voz do que lhe está próximo.” Esta sentença indica a primeira remoção do princípio do som espontâneo do gênero humano, a perda do Logos da consciência da raça humana. Este foi um dos primeiros atos da “poda” realizados por Jehovah para o desenvolvimento final da humanidade. “Desçamos”: esta palavra é o indício do fato que freqüentemente escapa a nossa análise. Deus no homem é um. O homem agiu uma vez como Deus, e foi este Deus, como homem, que confundiu a fala da humanidade na história simbólica da Torre de Babel. Os líderes da raça que tinham de sacrificar a Primeira Civilização a fim de criar a Segunda e a Terceira foram um grupo de homens conhecidos como Yahwe, ou Jehovah. Yahwe foi dividido em três grupos menores. O primeiro tinha a responsabilidade de manter o segredo da divindade da vida humana até que a Segunda Civilização estivesse realizada, de tal maneira que os homens pudessem redescobrir sua espiritualidade quando a ciência se consumasse. O símbolo, ou sinal, deste grupo era o sol. O segundo grupo era responsável pela manutenção da espiritualidade viva, sob o véu da religião, disseminando apenas o suficiente do segredo de Deus para manter viva a fé. Todas as grandes religiões do mundo tiveram origem neste grupo. Seu símbolo é a lua. O terceiro grupo devia realizar a Segunda Civilização. Este grupo está sob o signo da estrela. Os descendentes de cada grupo destes grupos transportam seus símbolos nas bandeiras de suas nações, embora os povos destas nações e destas religiões hoje em dia não tenham qualquer idéia da verdadeira origem destes símbolos.
Quando YAHWE começou a remover os princípios de espontaneidade do mundo, o homem perdeu a capacidade de controlar seu ambiente. As estações e os climas foram lentamente criados pelas necessidades das “novas” leis da natureza, e as raças entre os homens se desenvolveram para permitir a sobrevivência nos diferentes climas. Vieram a existir cinco raças: a azul (diz-se ter existido na Escandinávia), a negra, a amarela, a vermelha e a branca. As memórias da existência primitiva tiveram de ser destruídas; o “dilúvio” da Bíblia simboliza a distante lavagem do passado. Formou-se uma nova tradição – a da ciência e da destruição da espiritualidade. A necessidade de demolir todas as coisas com forma física a fim de que fossem compreendidas exigiu grande sacrifício. Por um período de muitos anos evoluíram as linguagens, e a verdadeira compreensão tornou-se cada vez mais difícil. Pela primeira vez conheceram-se fronteiras, e os homens sentiram as diferenças de pátria, raça e linguagem. Os seres humanos finalmente não compreendiam mais uns aos outros. Houve conflitos e guerras quando a civilização científica foi estabelecida por combate pela supremacia. Os homens guerrearam e por sua força conduziram a raça humana a um mundo onde o forte mantém preso o fraco. Por esta regra as metas da Segunda Civilização deveriam ser alcançadas. Muitas doutrinas religiosas hoje em dia falam simbolicamente deste sacrifício da espiritualidade ao materialismo. Caim filho de Adão, que era um agricultor, matou seu irmão, Abel, que era um pastor. A ovelha (cordeiro sagrado) era o símbolo de Deus, o símbolo da espiritualidade. A terra representa o materialismo; a ovelha, de fato, conseqüentemente se tornou um animal de sacrifício. A natureza espiritual do homem estava para ser destruída; Moisés jamais viu a Terra Prometida, Cristo foi morto na cruz...
Hoje em dia alcançamos a Lua e realizamos viagens espaciais, arrastando milhares de anos de sacrifício e de guerras entre homens. A luta humana tem sido a maneira de estabelecer o mundo científico que chamamos de nosso mundo. Para realizar esta meta, perdemos a espiritualidade, que um dia fez de nós verdadeiros deuses. Quando a meta estiver sendo atingida, seremos capazes de voltar imediatamente aos nossos verdadeiros eus, nossas verdadeiras naturezas de pessoas livres. Agora devemos encontrar nossa espiritualidade. As religiões e todas as filosofias do mundo guardam o segredo da responsabilidade de nossos antepassados semelhante a Deus, Buda, Jesus Cristo, Lao-tsé, Maomé, Moisés – todos foram defensores do segredo. Todos eles conheceram a verdade que existe no homem. Todos eles mantiveram viva a chama, mas não poderiam quebrar o segredo e anunciá-lo abertamente ao mundo.
A chave do segredo ainda não foi exposta. Quando for, todos os “deuses” antigos do mundo se manifestarão novamente e agradecerão a raça humana pela obra que realizaram. Quando a espécie humana retornar à espiritualidade, começará a nova era. Ela já está acontecendo por toda parte no mundo quando grupos de jovens rejeitam os valores do passado e pesquisam desesperadamente em busca de alguma coisa com que substituí-los. Já começou a nos tocar a todos a compreensão que todos os ensinamentos, todos os padrões, todos os valores da segunda idade estão para perecer logo, se podermos apenas ouvir nossos corações. A nova idade virá como uma ocorrência natural, sem a necessidade de revolução violenta e sem rebelião. Ela terá lugar exatamente como uma maça cai ao chão quando está madura, dando suas sementes origens a uma nova vida. A nova era está prevista para o começo do ano 2011, mas o tempo para recobrarmos nossa verdadeira idade é agora.
A obra de preparação está acontecendo agora por toda parte. Na verdadeira responsabilidade para com seus Eus-Divinos, todas as pessoas do mundo procuram a liberdade que acompanha o conhecimento de si mesmo, da natureza e de Deus. Os movimentos de saúde, de vida natural e de espiritualidade são os precursores de uma verdadeira era de pessoas livres... Aqui... Agora...